3 principais desafios na IoT

A internet das coisas (IoT) chegou já faz alguns anos e assim como muitas outras inovações tecnológicas com certeza veio para ficar! Mas o que é essa IoT e por que se fala tanto sobre os riscos que a implementação de IoT pode trazer?

Veja alguns artigos que falam sobre os riscos de alguns aparatos que usam IoT aqui, aqui e aqui. Uma matéria de 2014 já trazia algumas reflexões e resultados de estudos sobre a questão da segurança na IoT.

IoT vem do inglês e significa Internet of Things, o que se traduz por Internet das Coisas. Talvez uma tradução melhor seria Coisas que estão conectadas por meio da internet, por se tratar de uma tecnologia que requer que várias coisas estejam conectadas à internet. Mas para quê isso serve? Bom, a IoT é a simples ideia de conectar tudo (ou quase tudo) à internet e consequentemente permitir que essas coisas estabeleçam conexões entre si. Ter essa interconexão de diversas coisas é bom porque permite mais conforto dentro de casa, melhores rendimentos no trabalho (leia mais aqui sobre IoT as a service) ou melhor aproveitamento de tempo, por exemplo.

Pense que seu smartphone e seu notebook já se conectam automaticamente na internet para que possa acessar suas redes sociais e fazer compras online. E sabe a sua Smart TV? Ela também se conecta à internet para que possa assistir filmes online. Agora pensa que a sua geladeira pode te enviar uma mensagem no celular quando acabar a margarina, isso é IoT. Sua geladeira estará conectada à internet e isso possibilita o envio de uma mensagem ao seu celular (que também está conectado à internet), falando que a margarina acabou.

Já existem casas que, quando você chega em casa, começam a esquentar a água pro chá e também acendem as luzes do seu quarto, banheiro e da cozinha, isso não é nenhuma novidade. De certa forma as coisas “conversam” entre si, melhorando e/ou facilitando a vida das pessoas. Isso acontece porque tudo está ligado à internet e está interligado.

 

Vídeo de casa conectada por sistema IoT.

 

A IoT não pode ser usada somente dentro das nossas residências. Podemos usar essa tecnologia em diversos ambientes como hospitais, escolas e restaurantes ou em outras áreas como a agropecuária ou na área biológica.

Veja no vídeo abaixo um exemplo de como a IoT pode ajudar pacientes em hospitais que precisam de ajuda para respirar:

 

Vídeo de sistema IoT em hospitais.

 

E os desafios?

Os desafios da IoT se resumem basicamente à segurança e privacidade dos dados coletados. É importante lembrar que muitos dados são armazenados em grande escala e podem ser roubados, alterados ou divulgados por um criminoso do mundo online. Os dados podem ser roubados e vendidos na internet ou as próprias máquinas podem ser sequestradas. Os autores de um sequestro podem desligar uma máquina que controla alguma substância no corpo de um indivíduo ou então desligar uma máquina que permite que uma pessoa continue respirando. Existe ainda a possibilidade dos dados sofrerem alterações das próprias máquinas, originadas por erros no sistema.

As empresas que prestam serviços IoT precisam pensar em alguns pontos vitais para garantirem a segurança dos dispositivos conectados e assim evitar problemas como aqueles relatados acima e outros que podem surgir com o desenvolvimento da tecnologia. A seguir listamos os três principais desafios para a IoT:

 

1. Segurança – Os dispositivos podem ser infectados por ransomware: o dispositivo é bloqueado e só pode ser usado novamente depois de se pagar certa quantia em dinheiro aos criminosos. Os dispositivos podem ser hackeados e usados para o mal. Por exemplo, pode-se desligar um sistema de monitoramento de segurança ou pode-se entrar no sistema de alguém e manipular os dados. Também podem ocorrer ataques de negação de serviços do tipo DoS ou DDoS, levando ao rompimento do fornecimento de serviços essenciais como água, gás ou energia;

2. Privacidade – Uma enorme quantidade de dados é coletada e armazenada. Dados sobre as coisas que você come, o que assiste na TV ou procura na internet devem ser devidamente criptografados para que não corram o risco de serem roubados, vendidos e/ou usados contra as pessoas. Outra questão é o limite: todos os dados armazenados servem também para o aprendizado de máquinas e o questionamento que fica é: até qual ponto os dispositivos podem ou devem aprender sobre nós?

3. Armazenamento – Cada vez temos mais dados disponíveis: dados pessoais de consumidores e dados de empresas. Não só o aprendizado de máquinas e a segurança devem nos preocupar, devemos pensar a respeito da infraestrutura para armazenar todos esses dados. Será que vamos ter que construir mais e mais data centers para suprirem a necessidade de armazenamento de tantos dados? O bom é que existe o conceito dos chamados data centers verdes que permitem um impacto menor no meio ambiente.

 

Garantir segurança, tentar evitar ao máximo que esses problemas apareçam e a rápida recuperação do sistema, caso algum problema venha a ocorrer, são as preocupações de quem fornece serviços IoT. Não é tão simples garantir uma Internet das Coisas segura, pois ao mesmo tempo em que os cientistas da informação se preocupam em resolver essas brechas de segurança, existe um outro desafio que é observar as legislações de cada país a respeito da tecnologia e preservação de dados e adequar os sistemas à elas.

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